Terça-feira, 21 de Março de 2006

Poemas: Ana Luisa

chuva

Caie pelo vidro sem pressa,
ele tem o frio do meu ventre.
Não me interessam as novas vozes do vento
nem o soluçar de uma lua perdida,
procurando-me em todos os caminhos.

Escorri fria e líquida pelo vidro da janela
e rolei na bola verde de um menino, esquecida na rua.
Parei aqui, sem música, só com muito frio
e rio-me, molhando os pés de quem passa.

Escondo-me nas ervas do passeio
só para a lua sofrer...
procurando-me toda a noite sem me ver
e eu muito quieta
ensopando todos os pés, na rua triste.

Asiul
publicado por Equipa SAPO às 17:58
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