Terça-feira, 21 de Março de 2006

Poemas: José Pestana Cruz

Lágrima
Um grito carmesim partiu-se sobre a mesa
e uma palavra, essa palavra - amor -
deslizou suavemente dos teus olhos.
Apanhei-a, salgada, da fonte dos teus lábios,
como relíquia sagrada duma cruzada antiga,
e inteira a senti fender-me o coração.
Era de morte essa palavra que me davas
(uma orfandade imperdoável).
Pensei, quase alegre da tua dor tão pura,
na suprema beleza dessa lágrima que agora
silenciosamente se via libertada.
Pudesse eu chorar os choros que em mim vão
Competir com o mar, inundar a planura,
desfazer os nós desta dor de antes de mim.
Pudesse uma lágrima silenciosamente deslizar
Acariciar-me as faces abrasadas.
Oh! Olhar tão azul onde me afogo
chora por mim também a dor que te partilho
que quem chora já não sofre, trespassa o sofrimento.
José Pestana Cruz
publicado por Equipa SAPO às 17:57
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2 comentários:
De Alex a 21 de Março de 2006 às 21:09
Acho este poema muito pretensioso. Demasiado esforço por palavras e formas rebuscadas. Para uma coisa ideia tão delicada, não faziam falta os brocados e os mantos carmesins.


De Susana Águas a 23 de Agosto de 2006 às 10:33
Acho o de uma beleza extrema. Muito delicado...quase frágil.
Toca na alma

Amei!


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